Quando o profissional da saúde pode ter direito ao auxílio-acidente?
Quem trabalha na área da saúde sabe como a rotina pesa no corpo. São plantões longos, pacientes para levantar, horas em pé, correria e movimentos repetitivos todos os dias. Com o tempo, dores e lesões acabam se tornando parte da realidade de muitos profissionais.
Problemas na coluna, lesões nos ombros, desgaste nos joelhos e sequelas após acidentes são situações mais comuns do que parecem. E o que muita gente não sabe é que isso pode gerar direito ao auxílio-acidente do INSS.
Mas afinal, o que é o auxílio-acidente?
É um benefício pago pelo INSS para quem ficou com sequelas permanentes que reduziram a capacidade de exercer o trabalho como antes.
E aqui existe um ponto importante: não é necessário estar totalmente incapacitado.
Na prática, o profissional continua trabalhando, mas passa a sentir mais dor, perde força, fica com limitação de movimentos ou precisa fazer mais esforço na rotina. Nessas situações, o auxílio-acidente pode ser devido.
Quais profissionais da saúde costumam ter esse direito?
O benefício é comum em profissões com grande desgaste físico, como:
- Enfermeiros;
- Técnicos de enfermagem;
- Fisioterapeutas;
- Dentistas;
- Médicos;
- Cuidadores;
- Profissionais que atuam em hospitais e clínicas.
Quais problemas podem gerar o benefício?
Nem sempre é preciso existir um acidente grave. Muitas vezes o problema surge aos poucos, por causa da rotina intensa de trabalho.
Os casos mais frequentes envolvem:
- Hérnia de disco;
- Dores crônicas na coluna;
- Tendinite e bursite;
- Lesões nos ombros;
- Artrose nos joelhos;
- Lesões por esforço repetitivo;
- Sequelas após quedas ou acidentes.
O benefício também pode ser devido quando o profissional sofre um acidente fora do trabalho, como um acidente de trânsito, e permanece com limitações que afetam sua atividade profissional.
Dá para receber e continuar trabalhando?
Sim.
O auxílio-acidente funciona como uma indenização pela redução da capacidade laboral. Por isso, ele pode ser recebido junto com o salário.
Muitos profissionais seguem trabalhando normalmente, mas com limitações que antes não existiam.
Por que tantos pedidos são negados?
Porque o INSS costuma dificultar esse tipo de benefício.
Em muitos casos, a perícia reconhece a doença, mas desconsidera as sequelas deixadas por ela. Também é comum o entendimento equivocado de que apenas situações gravíssimas geram direito ao auxílio-acidente.
Por isso, muitos segurados só conseguem o reconhecimento do benefício na Justiça.
Quais documentos ajudam?
Alguns documentos são fundamentais:
- Exames;
- Laudos médicos;
- Relatórios ortopédicos;
- Receitas;
- Histórico de tratamento;
- CAT, quando houver;
- Comprovantes da atividade profissional.
Quanto mais clara estiver a demonstração das limitações causadas pela lesão, maiores as chances de reconhecimento do direito.
Quem recebeu auxílio-doença pode pedir auxílio-acidente?
Pode sim.
É muito comum que o trabalhador receba alta do auxílio-doença, retorne às atividades, mas continue convivendo com dores e limitações. Nesses casos, pode existir direito ao auxílio-acidente.
Precisa de ajuda para conseguir o auxílio-acidente?
Se você é profissional da saúde e ficou com sequelas após uma doença, lesão ou acidente que afetou sua capacidade de trabalho, vale a pena analisar seu caso.
Muitas pessoas convivem diariamente com limitações sem saber que podem ter direito a um benefício mensal do INSS.
Além disso, negativas indevidas acontecem com frequência, mesmo quando existem exames e documentos médicos comprovando as sequelas.
Uma análise especializada pode fazer toda a diferença para identificar o seu direito e buscar o reconhecimento do benefício.
Entre em contato e faça uma avaliação do seu caso.